Terça, 20 Agosto, 2019
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Chico Xavier

Chico XavierO mais consagrado médium brasileiro, Francisco Cândido Xavier, nasceu em 2 de abril de 1910, em Pedro Leopoldo, cidade mineira a 40 km de Belo Horizonte. Era filho de um vendedor de bilhetes de loteria, João Cândido Xavier, e de uma lavadeira, Maria João de Deus. Segundo as revistas “Reformador”, da Federação Espírita Brasileira e “Planeta”, o início de sua vida parecia uma interminável seqüência de provações e eventos incomuns. Maria João de Deus era bastante religiosa e procurava transmitir aos filhos noções sobre Deus, Jesus e suas obras. Em sua casa, as crianças participavam das orações noturnas, confessavam-se aos sábados e comungavam aos domingos.


A primeira manifestação importante de mediunidade veio já aos quatro anos de vida, com uma intervenção inusitada numa conversa entre seu pai e sua mãe. Ao ser questionado por eles, sobre o que Chico lhes dissera, respondeu que não sabia – só repetira palavras que lhe haviam sido ditas por uma voz.

Após o desencarne da mãe, foi morar com sua madrinha, Rita de Cássia, que o maltratava, dando-lhe surras e garfadas na barriga. Enfrentando um dia-a-dia muito complicado, o garoto teve um suporte poderoso nas visões e conversas com a mãe. Certa vez, um dos filhos adotivos de Rita de Cássia, teve uma infecção em uma perna e, para debelá-la, uma benzedeira da região receitou um tratamento para lá de insólito: uma criança deveria lamber o local afetado por três sextas-feiras consecutivas.

O escolhido de Rita de Cássia foi, naturalmente, Chico. Em desespero o menino foi ao quintal da casa pedir ajuda à mãe. Esta, provavelmente com capacidades limitadas em sua tarefa de auxílio, disse-lhe que obedecesse e “lambesse com paciência”.

Na primeira vez em que foi fazer a sua parte no tratamento, Chico percebeu que a mãe jogava um pó sobre a ferida. Três semanas depois, a infecção se fora. Pouco afeita à religião, Rita de Cássia ganhou um motivo a mais para bater no garoto, quando Chico lhe disse ter conversado com a mãe falecida. Como o menino continuava a ter visões, ela levou-o ao padre da paróquia local, Sebastião Scarzello. Tratamento indicado: mil Ave-Marias e uma pedra de quinze quilos sobre a cabeça durante as procissões.

De acordo com as referências acima citadas, sua iniciação no Espiritismo aconteceu por intermédio de José Hermínio e Carmen Perácio que foram instrumento do Alto para aproximar Chico Xavier da Doutrina Espírita. Em 8 de julho de 1927, no Centro Espírita Luiz Gonzaga, o jovem médium recebe sua primeira comunicação psicográfica, pelo Espírito Emmanuel. É nesse ambiente de paz e de envolvimento superior que Chico se prepara, sob a condução dos guias para os graves desempenhos na Seara Espírita. Nesse período, após veicular mensagem de orientação, aconselhamento de cunho íntimo, familiar, inicia-se a produção literária, pela recepção de poesias de elevado conteúdo e fino lavor.

Em 5 de janeiro de 1959, transfere-se para Uberaba, onde encontraria o clima adequado para amenizar os efeitos de uma labirintite que o acometera em 1958. A nova fase de vida em nada altera as diretrizes espirituais que o guiam no cumprimento dos sagrados deveres de médium a serviço de Jesus: fidelidade ao Evangelho e à Doutrina sob o amparo dos desvelados guias, tendo à frente o infatigável Emmanuel. Em Uberaba, como até então em Pedro Leopoldo, prosseguem os labores no campo do livro espírita e intensificam-se as atividades na beneficência, por meio da assistência à pobreza, do atendimento fraterno, a princípio na Comunhão Espírita Cristã e, mais tarde, sob os auspícios do grupo Espírita da Prece, além do sagrado serviço da orientação espiritual e do receituário homeopático, tudo gratuitamente oferecido, como recomenda o Evangelho.

Sempre fiel a esse programa, Chico ingressa na década de 60, mantendo sua ininterrupta atividade mediúnica no Espiritismo Cristão. Os abençoados frutos de seu trabalho já fecundam corações fora do Brasil, seu nome alcança projeção internacional, e é quando vê chegado o momento de pessoalmente colaborar para a difusão do generoso ideal entre irmãos de outras terras.     Em 1977, o Movimento Espírita do Brasil, homenageia o querido médium por haver atingido 50 anos de exercício ininterrupto da mediunidade, fiel às bases de Allan Kardec e sob constante inspiração do Evangelho de Jesus. O médium Francisco Cândido Xavier foi eleito o “Mineiro do Século”, numa promoção da Rede Globo/Minas, que atraiu em 15 dias mais de 2,5 milhões de votantes, através do telefone e da Internet.

Registramos, como luminosa missão de humildade e desprendimento para todos quantos nos dedicamos aos serviços da Doutrina Espírita, a seguinte declaração do médium, contida em entrevista que concedeu ao jornal “Estado de Minas” de Belo Horizonte (MG), edição de 12 de julho de 1980:
P - Como ficará a Doutrina Espírita após a sua morte? O senhor acha que ela ficará abalada? Quem poderá substituí-lo na liderança?
R - A Doutrina Espírita estará tão bem depois da minha desencarnação quanto estava antes, porque eu não sou pessoa com qualidades especiais para servi-la. Eu sou um médium tão comum, tão falível como qualquer outro. Não me sinto uma pessoa necessária e muito menos indispensável. Outros médiuns estarão aí interpretando o pensamento e a mensagem de nossos amigos espirituais, (.....).”

Ainda, segundo as fontes citadas, durante 75 anos dedicou-se à espiritualidade. Ele não só é considerado o maior divulgador do espiritismo no Brasil, como também no mundo. Seus inúmeros títulos foram traduzidos em diversas línguas como japonês e italiano. O mais vendido de todos é o Nosso Lar, que ultrapassou a casa dos dois milhões de exemplares. Outras obras como Buscas e Acharás e Renúncia, por exemplo, venderam 250 e 180 mil exemplares, respectivamente, nos últimos 27 anos. Chico Xavier é um fenômeno editorial e ultrapassou a casa dos 30 milhões de exemplares vendidos. Psicografou mais de 400 livros e sabe-se lá quantas mensagens durante décadas de trabalhos espirituais.

“Francisco Cândido Xavier - Um Discípulo de Cristo foi um exemplo de despojamento, humildade e amor ao próximo. Vivia para os carentes e necessitados levando até eles palavras de conforto e auxílio material. Seus livros serviram de base para o desenvolvimento e a implantação das modernas técnicas de assistência social no país. Em 30 de junho de 2002, dia em que estava especialmente feliz, partiu da terra da mesma forma como viveu, sem alarde nem estardalhaço, tão pobre quanto veio ao mundo. Chico Xavier morreu de parada cardíaca. Milhares de pessoas foram a Uberaba para se despedir do maior médium brasileiro.”

Relacionamos a seguir alguns dos livros psicografados pelo médium mineiro, que podem servir de ponto de apoio àqueles que querem se aprofundar em sua obra. Veja aqui .

Fontes:
- www.chicoxavier.org.br.

Referências Bibliográficas:
- Revista “REFORMADOR” - Federação Espírita Brasileira - Deus, Cristo e Caridade.  Edição Especial - Brasília-DF - julho/2002
- Revista “PLANETA” - Edição Histórica - Landy Editora e Distribuidora - S.Paulo-SP Julho/2002

 

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