Segunda, 14 Outubro, 2019
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Camille Flammarion

Camille FlammarionFlammarion foi um homem cujas obras encheram de luzes o século XIX. Nasceu em Montigny-Le-Roy, França, no dia 26 de fevereiro de 1842 e  era o mais velho de uma família de quatro filhos. Entretanto, desde muito jovem se revelaram nele qualidades excepcionais. Queixava-se constantemente que o tempo não lhe deixava fazer um décimo daquilo que planejava. Aos quatro anos de idade já sabia ler, aos quatro e meio sabia escrever e aos cinco já dominava rudimentos de gramática e aritmética. Tornou-se o primeiro aluno da escola onde freqüentava.


Segundo o autor, para que ele seguisse a carreira eclesiástica, puseram-no a aprender latim com o vigário Lassalle. Aí Flammarion conheceu o novo testamento e a Oratória. Em pouco tempo estava lendo os discursos de Massion e Bonsuet. O padre Mirbel falou da beleza da ciência e da grandeza da astronomia e mal sabia que um de sues auxiliares lhe bebia as palavras. Esse auxiliar era Camille Flammarion, aquele que iria ilustrar a letra  e a significação galo-romana do seu nome – Flammarion: “aquele que leva a luz”.

Aos 16 anos de idade, Camille Flammarion foi presidente da Academia, a qual, ao ser inaugurada, teve como discurso de abertura o tema “As maravilhas da Natureza”. Nessa mesma época escreveu “Cosmogonia Universal”, um livro de quinhentas páginas; o irmão, também muito seu amigo, tornou-se livreiro e publicava-lhe os livros. A primeira obra que escreveu foi “O Mundo antes da Aparição dos Homens”, o que fez quando tinha apenas 16 anos. Gostava mais da Astronomia do que da Geologia. Assim era sua vida: passar mal, estudar demais, trabalhar em exagero.

Retirando-se em 1862 do Observatório de Paris, continuou com mais liberdade nos seus estudos, no sentido de legar à Humanidade os mais belos ensinamentos sobre as regiões silenciosas do Infinito. Livre da atmosfera sufocante do Observatório publicou no mesmo ano a sua obra “Pluralidade dos Mundos Habitados” atraindo a atenção de todo o mundo estudioso. Para conhecer a direção das correntes aéreas, realizou, no ano de 1868, algumas ascensões aerostáticas.

Pela publicação de sua “Astronomia Popular”, recebeu da Academia Francesa, no ano de 1880, o prêmio Montyon. Em 1870 escreveu e publicou um tratado sobre a rotação dos corpos celestes, através do qual demonstrou que o movimento de rotação dos planetas é uma aplicação da gravidade às suas densidades respectivas. Tornando-se espírita convicto, foi amigo pessoal e dedicado de Allan Kardec, tendo sido orador do Codificador do Espiritismo, a quem denominou “O bom senso encarnado”.

Suas obras, de uma forma geral, giram em torno do postulado espírita da pluralidade dos mundos habitados e são as seguintes: “Os mundos Imaginários e os Mundos Reais”, “As Maravilhas Celestes”, “Deus na Natureza”, “Contemplações Científicas”, “Estudos e Leitura sobre Astronomia”, “Atmosfera”, “Astronomia Popular”, “Descrição Geral do Céu”, “O Mundo Antes da Criação do Homem”, “Os Cometas”, “As Casas Mal-Assombradas”, “Narrações do Infinito”, Sonhos Estelares”, “Urânia”, “Estela”, “O Desconhecido”, “Problemas Psíquicos”, “O Fim do Mundo”, e outras.     Camille Flammario, segundo Gabriel Delanne, foi um filósofo enxertado em sábio, possuindo a arte da ciência e a ciência da arte. Flammarion –“poeta dos Céus”, como o denominava Michelet – tornou-se baluarte do Espiristismo, pois sempre coerente com suas convicções inabaláveis, foi um verdadeiro idealista e inovador. Desencarnou em Juvissy, França, a 04 de junho de 1925.

Fonte: GODOY , Paulo Alves - Grandes Vultos do Espiritismo – 1ª Edição - 1981

 

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